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Por vales de águas de éguas e de águias

Como os mais relevantes deuses fenícios podem ter influenciado topónimos no nosso território

por Lourenço Proença de Moura, em 11.06.21

KTU_1_118_topo.jpg

Figura 1 – Parte superior da placa KTU 1.118

Em publicações anteriores apresentei o resultado de análises a topónimos do nosso território que me levaram a colocar como forte hipótese a sua origem fenícia.

Numa primeira publicação, denominada “Por montes e vales, ou talvez não…”, mostrei que o topónimo Vale / Vales ocorre de uma forma que não tem relação direta com a orografia. Ou seja, temos muitas ocorrências em várias áreas do país bastante planas e no sentido inverso, poucas ocorrências em algumas zonas onde seria natural que surgissem.

Em publicações posteriores, “Vale de Ílhavo…” e “Outras possíveis invocações de Baal Ilib no nosso território”, mostrei como os topónimos Vale de Ílhavo e Vale de Lobo podem ter uma origem comum, como espaços de encontro e devoção aos deuses Baal e Ilib. O primeiro destes deuses, era o deus da criação e das tempestades. O segundo, o deus que vela pelos antepassados. Não seria fruto do acaso que em vários destes locais ainda hoje ocorrem romarias que tiveram e têm grande devoção, com realce para a Romaria de Nossa Senhora da Póvoa, na localidade que até 1957 se chamava Vale de Lobo, uma das maiores da Beira Interior.

Chegado a este ponto, uma nova hipótese de trabalho se colocou:

O panteão fenício é bastante vasto, como era comum nos povos que desenvolveram civilizações sofisticadas, como os bem conhecidos panteões egípcio, grego e romano. Na minha publicação inicial fiz uma breve referência a alguns dos principais deuses fenícios. Vários deles tiveram uma relevância pelo menos semelhante a Ilib e Baal. Se a influência fenícia fosse assim tão significativa, deveria ser possível encontrar no nosso território topónimos de outros deuses.

Será que tal se pode constatar? E com que distribuição geográfica?

Vou de seguida resumir a pesquisa feita e as conclusões a que cheguei.

---ooOoo---

Como referi numa publicação anterior, boa parte do que hoje conhecemos sobre esta cultura, resultou dos estudos arqueológicos feitos na antiga cidade de Ugarit, atual Ras Shamra, na Síria.

fenicios2.jpg

Figura 2 - Principais rotas comerciais fenícias
(imagem recolhida de https://en.wikipedia.org/wiki/Phoenicia tendo-se acrescentado Ugarit)

Foram encontradas em Ugarit diversas bibliotecas de placas de argila / terracota com textos em escrita cuneiforme. Os estudiosos têm-se debruçado sobre eles e existem na internéte inúmeros estudos publicados. Cada placa de argila encontrada está identificada e catalogada. Todas as placas de Ugarit possuem um código identificador iniciado por “KTU” significando esta sigla “Keilalphabetische Texte aus Ugarit", ou seja, algo como “Textos alfabéticos cuneiformes de Ugarit”.

Se bem que a escrita seja cuneiforme, ao contrário de outras escritas cuneiformes anteriores, já era alfabética, ou seja, um símbolo corresponde a um caracter.

Para esta análise, são de interesse as placas KTU 1.47 e KTU 1.118.
As suas imagens podem ser vistas no anexo 1. A imagem com que se inicia esta publicação mostra a parte superior da placa KTU 1.118.

O que é que estas placas têm de particular?

Contêm ambas listas de deuses do panteão fenício. São listas muito parecidas. A sua transcrição pode ser vista nas duas colunas da esquerda da imagem seguinte [2]. A sua constituição é muito interessante. Não se conhece qual era exatamente a função destas listas, mas presume-se que pudessem ser usadas em rituais semelhantes a procissões, definindo a ordem de precedências. As listas têm denominações para cada “nível hierárquico”. Os primeiros níveis teriam maior relevância.

Lista_deuses_fenicios_KTU1_47_e_outras.jpg

Figura 3 - Listas de deuses do panteão fenício

Note-se que a escrita fenícia quase não possui vogais. Tal sucede com a generalidade das escritas semíticas, como o hebraico clássico. Daí que as transcrições propostas para os nomes, no que respeita às vogais, resultam de estudos comparativos e por vezes há dúvidas quanto à sua exata vocalização.

KTU 1.47 começa por identificar a lista, como sendo dos Deuses de Saphon. Saphon, atualmente denominado Jebel Aqra, era um monte considerado sagrado, como o Olimpo era na mitologia grega.

No primeiro nível temos uma tríade:

  • Ilib; o deus que velava pelos antepassados;
  • El; o deus supremo, criador de todos os deuses;
  • Dagan: o deus da fertilidade dos campos e das colheitas;

No segundo nível surgem sete referências de deuses Baal. Baal era o deus das tempestades e da criação. A primeira referência inclui o atributo do monte sagrado de Saphon. Não se tem a certeza sobre o real significado das outras seis, mas presume-se que pudessem ser associados a templos e / ou lugares próximos que participassem do culto. De forma semelhante ao que ainda hoje ocorre nas imagens de devoção católica, que têm representações associadas aos locais. Por exemplo, temos o Santo Antão de Caria (minha terra), no concelho de Belmonte e próximo, o Santo Antão do Teixoso, havendo mesmo antigamente alguma rivalidade invocada numa quadra popular. Ou noutros exemplos, as invocações de Jesus Cristo ou da Virgem Maria, tais como a Senhora de Fátima, a Senhora de Lourdes e tantas outras.

A lista prossegue e como podem constatar é longa, mas para este estudo foquei-me nestes dois primeiros níveis.

Sobre Ilib, já mostrei numa publicação anterior que pode ter originado os topónimos Ílhavo (Vale de) e Lobo (Vale de).

Quanto a Baal, a sua correspondência fonética a “Vale” é tão forte, que me limitei a mostrar, numa outra publicação, que a distribuição destes topónimos não está relacionada com a orografia.

Relativamente a “El” surgem algumas dificuldades:

- De acordo com os trabalhos arqueológicos feitos e os textos conhecidos, aparentemente não era adorado em templos [3]. Por vezes é associado às nascentes de água. É uma vez referido como vivendo numa tenda, mais uma vez não associado a um local em particular.

- Trata-se de uma palavra muito curta que só por si dificilmente denominaria uma terra. Poderia surgir integrado numa expressão. Por exemplo a expressão “El o grande”, pode traduzir-se por “Gan El”. De acordo com a base de dados dos códigos postais dos CTT [4], há em Portugal sete localidades denominadas Gandarela. Poderíamos pois pôr esta hipótese de origem, mas seria muito discutível. A partícula “el” é demasiado básica e existe em inúmeros combinações e topónimos, por exemplo, Chelas, ou Aljustrel.

Por estas razões optei por não fazer esta pesquisa em particular.

Nota 2: A origem do prefixo “El” de “El-rei” pode ter tido origem neste deus. A sua correspondência simbólica é perfeitamente coerente com a relevância que se pretende dar à figura do rei. As explicações dadas em alguns dicionários de que deriva do latim “illu” (ver https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/el ) parecem-me pouco razoáveis.

Nota 3: El é muitas vezes denominado nos textos sagrados de “Tôru El”, com o significado de “deus touro” [3]. O leitor leu bem… A nossa palavra “touro”, bem como os rituais da tourada, podem ter tido aqui origem.

Em síntese, irei pois focar esta pesquisa em dois deuses:

  • Dagan;
  • Baal e algumas das suas invocações como Saphon.


Dagan

Mais uma vez, como foi feito relativamente a Ilib, procuraram-se associações com Baal, ou seja, com “Vale”, para reforçar a probabilidade da origem. Dito de outra forma, procuraram-se por topónimos que tivessem uma sonoridade semelhante a “Baal Dagan” (Vale Dagan).

Tendo em conta a já referida base de dados dos códigos postais dos CTT [4], torna-se fácil encontrar muitas possíveis respostas, a saber:

  • Vale de água (e suas variantes, como por exemplo Vale das Águas);
  • Vale de águia (idem);
  • Vale de égua (ibidem).

Identificam-se assim 38 ocorrências, 23 “Água”, 12 “Égua” e 3 “Águia”.

No Anexo 2 apresenta-se a lista de todas estas localidades.

À primeira vista parecem topónimos normais, mas se analisarmos com um pouco de atenção, podemos perceber algumas características estranhas:

  • No que respeita à referência égua / éguas, surgem respetivamente em número de quatro (singular) e oito (plural). Porquê denominar um lugar com grupos de cavalos fêmeas? Na mesma base de dados (ver anexo 3) encontramos sete referências a “Vale de cavalos” e nenhuma a “Vale de/do cavalo” (singular). Tal é natural. Sendo um espaço em que se poderiam encontrar este tipo de animais. Mas nunca no singular. Não é lógico termos mais referências a “éguas” do que cavalos. Muito menos no singular.
  • Sobre a referência “águia”, coloca-se um comentário semelhante. As três referências surgem na forma singular. Porquê designar um vale referindo-o a um animal isolado?
  • Quanto à referência “água”, sendo esta tão comum, apenas uma inspeção ao local poderia ajudar a conferir eventuais contradições (por exemplo ser uma zona de pouca água). Mas mesmo apenas olhando para o topónimo saliento que sete deles ainda atualmente se denominam “D’água”, com a contração da preposição “de”, o que, a confirmar-se a minha hipótese corresponderia a uma espantosa sobrevivência da denominação original “Dagan”.

As evoluções fonéticas poderiam ser:

Evolucao_Dagan.jpg

Figura 4 – Hipótese de evoluções do nome do deus Dagan

Comentaria porém que estas hipóteses podem ter sido de certa forma curto-circuitadas, tendo em conta as evoluções históricas no nosso território, o qual passou por sucessivas invasões, cada uma delas trazendo novas línguas e significados. Se bem que tenham ocorrido diferenças entre as regiões, para lá da presença dos romanos, tivemos os alanos, suevos, vândalos, árabes e depois a reconquista, trazendo o que veio a ser a nossa língua galaico-portuguesa.

Note-se que estas invasões podiam não implicar uma substituição completa das línguas faladas. Os romanos por exemplo não impunham o latim aos povos dominados. Moisés Espírito Santo mostrou por exemplo que algumas lápides da época romana, escritas em caracteres latinos, continham frases fenícias ([1], página 148).

Em qualquer caso, mesmo que uma língua substitua a anterior, tipicamente não substitui os nomes dos lugares, pois tal é complexo. Os romanos tentaram impor “Liberitas Julia”, mas o nome que sobreviveu ao tempo foi a anterior denominação “Évora”. A nova língua pode procurar sim encontrar um sentido nos “nomes antigos” de significado desconhecido, ajustando-os aos novos fonemas. Por exemplo, o som “Dagan” podia ter-se mantido ao longo das várias ocupações dos povos e ter passado diretamente para “D’água” quando da reconquista cristã / chegada da língua galaico-portuguesa, pois há uma grande semelhança fonética. Vem-me a propósito à memória, a denominação com que na década de 1980 os técnicos de telecomunicações nos CTT, empresa em que trabalhei, denominavam os equipamentos de verificação áudio (auscultadores), que em inglês davam pelo nome de “Head-set”. A adaptação fonética levou os meus colegas a transpor a terminologia inglesa para “Aniceto”…

Baal e alguns dos seus epítetos

Vejamos agora a situação particular de Baal, que possui diversos epítetos. Nesta análise vamo-nos cingir aos que surgem na lista de deuses mostrada no início. Podemos dizer que Baal Saphon, era a denominação comum, “Baal do monte Saphon”. Equivaleria a dizer algo como “Deus que está no Céu”. Como se pode constatar [5], esta denominação podia expressar-se como Baalsapunu. Por outro lado, também tinha a denominação de Hadad, ou na terminologia de Ugarit, Haddu [6}. Presume-se que Hadad signifique “o que lança os trovões” [7], o que é coerente com os atributos do deus.

Com estas duas denominações relevantes, podemos então fazer a nossa pesquisa e mais uma vez é fácil encontrar correspondências fonéticas próximas.

Correspondências a Baalsapunu, temos apenas duas, mas particularmente curiosas:

Distrito

Concelho

Freguesia

Localidade

Aveiro

Albergaria-a-Velha

RIBEIRA DE FRÁGUAS

Vale da Sapa

Coimbra

Penacova

PENACOVA

Vale Sapos

 

Sapa tem o significado de sachola. Dificilmente seria razão para dar nome a um vale. Muito menos os simpático batráquios, a menos que houvesse uma espantosa proliferação destes animais. Mas aí o nome teria a partícula “dos” (Vale dos Sapos).

Sapunu => Sapum => Sapo / Sapa

Se as correspondências anteriores são poucas, com Haddad sucede o oposto.

Podemos de facto atribuir a correspondência “Baal Haddad” a “Valada” e “Baal Haddu” a “Valado”.

Baal Haddad => Vale Adad => Valadad => Valada

Podemos identificar (ver anexo 4) 42 topónimos com sonoridade semelhante, sendo:

16 Valado / Valados

22 Valada / Valadas / Valadares

4 outras grafias que considerei terem a mesma origem – Balaído; Baladia; Balada; Balaida

O número total de ocorrências é como se vê bastante grande. 

 

Distribuição geográfica

Mostrei a distribuição quantitativa dos topónimos e as tabelas também permitem ver a sua distribuição geográfica.

Considerei contudo que a visualização dessa distribuição permitiria formar uma melhor ideia da mesma e do que tal pode significar.

É o que se apresenta de seguida, em que se atribui um símbolo a cada correspondência assinalando o concelho em que surge. Acrescentei nesta representação a localização dos topónimos Vale de ílhavo / Vale de Lobo que abordei em publicação anterior, para formar um quadro visual mais completo. A lista pode ser consultada no anexo 5.

Note-se que não se define o local exato, mas tão só o concelho.

Legenda_mapa_distribuicao_deuses.jpg

Figura 5 – Legenda dos símbolos da Figura 6

Mapa_Portugal_dispersao_deuses.jpg

Figura 6 - Dispersão dos topónimos que se podem relacionar com Baal, Saphon, Dagan, Hadad e Ilib

Aspetos mais interessantes desta dispersão geográfica:

- Se bem que ocorram situações um pouco por todo o país, são bastante escassas no interior;

- As ocorrências nos distritos de Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco são bastante escassas, o que é pouco lógico, tendo em conta a suposta relação com orografia (vale de…), água, águias…;

- Constata-se uma grande concentração de topónimos – mais de metade - na zona Aveiro / Coimbra / Leiria, onde ocorrem quase todas as variantes. Apenas a variante Vale de águia não ocorre aqui;

- Cerca de dois terços dos topónimos Valado/Valada, com a possível origem em Baal Hadad ocorrem nesta região sendo escasso nas restantes;

- São muito escassas as ocorrências no mesmo concelho dos topónimos com possível origem em Baal Hadad e Baal Dagan, como se fossem opções alternativas. Já os de Baal Ilib “convivem” frequentemente com ambos;

 

Conclusões

Todos os principais deuses do panteão fenício, à exceção de El que não foi analisado, possuem topónimos foneticamente correspondentes numa quantidade significativa de ocorrências. Apenas com Baalsapunu (Baal Saphon) identificámos poucas (duas) ocorrências, sendo que neste caso não é um deus específico, mas sim uma invocação de Baal.

Seria uma enorme coincidência constatar que para todos os principais deuses temos correspondências fonéticas próximas em topónimos, mesmo quando o resultado / significado seja algo estranho ou sem sentido, como em Vale do Sapo ou Vale de Ílhavo.

A distribuição destes topónimos é compatível com a hipótese de origem fenícia, havendo uma muito maior concentração em regiões próximas do litoral, onde essa influência terá ocorrido.

--ooOoo--

Referências

[1] Espírito Santo, Moisés - Fontes remotas da cultura portuguesa, Assírio e Alvim, 1989

Todas as publicações de Moisés Espírito Santo foram disponibilizadas pelo autor para consulta livre neste endereço:

https://sites.google.com/site/obrasmoisesespiritosanto/home

[2] – Wyatt, N. – The Rumpelstiltskin factor: Explorations in the arithmetic of pantheons

https://www.academia.edu/37844696/THE_RUMPELSTILTSKIN_FACTOR_EXPLORATIONS_IN_THE_ARITHMETIC_OF_PANTHEONS

[3] https://en.wikipedia.org/wiki/El_(deity)

[4] Base de dados dos códigos postais dos CTT

https://www.ctt.pt/feapl_2/app/open/postalCodeSearch/postalCodeSearch.jspx?request_locale=pt

Nota: É possível descarregar os ficheiros (opção “Download de Ficheiros - Códigos Postais e Apartados”) e fazer pesquisas de forma expedita.

[5] Baal Saphon

https://en.wikipedia.org/wiki/Baal-zephon

[6] Hadad (Baal)

https://en.wikipedia.org/wiki/Hadad

[7] Dictionary of deities and demons in the bible – editado por Karel van der Toorn, Bob Becking, Pieter Willem van der Horst - Wm. B. Eerdmans Publishing, 1999

https://www.academia.edu/30069945/Dictionary_of_Deities_and_Demons_in_the_Bible

--ooOoo--

ANEXOS

Anexo 1 – imagem das placas das listas de deuses referidas nesta publicação

KTU_1_47.jpg

Figura A.1 - KTU 1.47

https://ochre.lib.uchicago.edu/ochre?uuid=7e0be7da-c8d6-4b18-845d-e9f6d1bd9952&image

 

KTU_1_118.jpg

Figura A.2 - KTU 1.118

https://ochre.lib.uchicago.edu/ochre?uuid=ae6f6807-ef6e-4305-8958-e919b65b84cb&image

 

Anexo 2

Lista de localidades cujo topónimo pode derivar de Baal Dagan

Distrito

Concelho

Freguesia

Localidade

Aveiro

Águeda

PRÉSTIMO

Vale Égua

Beja

Aljustrel

ALJUSTREL

Vale de Água

Beja

Aljustrel

MESSEJANA

Foros de Vale de Água

Beja

Aljustrel

MESSEJANA

Vale Água

Beja

Aljustrel

MESSEJANA

Vale D' Água Velho

Beja

Odemira

RELÍQUIAS

Vale de Água

Beja

Odemira

SÃO TEOTÓNIO

Vale D'Água da Serra

Beja

Odemira

SÃO TEOTÓNIO

Vale de Água

Bragança

Miranda do Douro

MIRANDA DO DOURO

Vale de Águia

Castelo Branco

Castelo Branco

SANTO ANDRÉ DAS TOJEIRAS

Vale D'Água

Castelo Branco

Oleiros

ORVALHO

Bairro Vale D'Égua

Castelo Branco

Proença-a-Nova

PROENÇA-A-NOVA

Vale Água

Castelo Branco

Sertã

TROVISCAL SRT

Vale de Água

Coimbra

Cantanhede

PORTUNHOS

Vale de Água

Coimbra

Penacova

CARVALHO PCV

Vale das Éguas

Faro

Loulé

ALMANCIL

Vale de Éguas

Faro

Loulé

LOULÉ

Vale de Éguas

Faro

Monchique

MARMELETE

Vale das Águas de Baixo

Faro

Monchique

MARMELETE

Vale de Água

Faro

Monchique

MARMELETE

Vale de Água de Cima

Faro

Portimão

MEXILHOEIRA GRANDE

Vale de Éguas

Faro

Vila do Bispo

BARÃO DE SÃO MIGUEL

Vale Água

Guarda

Sabugal

VALE DAS ÉGUAS

Vale das Éguas

Leiria

Caldas da Rainha

NADADOURO

Vale da Égua

Leiria

Leiria

LEIRIA

Vale D'água

Leiria

Porto de Mós

JUNCAL

Vale D'Água

Lisboa

Azambuja

ALCOENTRE

Vale de Éguas

Portalegre

Campo Maior

CAMPO MAIOR

Vale Águia

Santarém

Abrantes

SÃO FACUNDO

Monte Vale da Água

Santarém

Cartaxo

EREIRA CTX

Vale de Água

Santarém

Cartaxo

PONTÉVEL

Casais Vale de Água

Santarém

Santarém

ALCANEDE

Vale de Água

Santarém

Santarém

TREMÊS

Vale de Água

Setúbal

Santiago do Cacém

ABELA

Monte Vale de Águia

Setúbal

Santiago do Cacém

VALE DE ÁGUA

Vale de Água

Setúbal

Santiago do Cacém

VALE DE ÁGUA

Vale de Éguas

Vila Real

Murça

JOU

Vale de Égua

Viseu

Mortágua

CERCOSA

Vale das Éguas

 

Anexo 3 – Lista de localidades com os topónimos “Vale” e “Cavalo”

Distrito

Concelho

Freguesia

Localidade

Lisboa

Torres Vedras

CARMÕES

Casal de Vale de Cavalos

Évora

Alandroal

TERENA

Monte do Vale de Cavalos

Lisboa

Cascais

ALCABIDECHE

Vale de Cavalos

Portalegre

Portalegre

ALEGRETE

Vale de Cavalos

Santarém

Chamusca

VALE DE CAVALOS

Vale de Cavalos

Santarém

Ourém

FÁTIMA

Vale de Cavalos

Santarém

Coruche

FAJARDA

Vale dos Cavalos

 

Anexo 4 – Lista de localidades cujos topónimos podem derivar de Baal Hadad

Distrito

Concelho

Freguesia

Localidade

Aveiro

Arouca

FERMEDO

Balaído

Aveiro

Arouca

ROSSAS ARC

Baladia

Aveiro

Aveiro

AVEIRO

Costa do Valado

Aveiro

Aveiro

NOSSA SENHORA FÁTIMA

Póvoa do Valado

Aveiro

Aveiro

OLIVEIRINHA

Costa do Valado

Aveiro

Estarreja

AVANCA

Valada

Aveiro

Santa Maria da Feira

RIO MEÃO

Valada

Aveiro

Santa Maria da Feira

RIO MEÃO

Urbanização da Valada

Aveiro

Oliveira de Azeméis

MACIEIRA DE SARNES

Valados

Beja

Alvito

VILA NOVA DA BARONIA

Horta da Valada

Braga

Barcelos

IGREJA NOVA BCL

Balada

Braga

Vila Nova de Famalicão

VILA NOVA DE FAMALICÃO

Balaida

Bragança

Mogadouro

MOGADOURO

Bairro do Valado

Castelo Branco

Idanha-a-Nova

MONSANTO IDN

Valado

Castelo Branco

Sertã

CASTELO SRT

Casal de Entre Valados

Castelo Branco

Sertã

SERTÃ

Azinhaga da Valada

Castelo Branco

Sertã

SERTÃ

Foz da Valada

Castelo Branco

Sertã

SERTÃ

Ponte da Valada

Castelo Branco

Sertã

SERTÃ

Valada

Castelo Branco

Vila de Rei

VILA DE REI

Valadas

Coimbra

Arganil

MOURA DA SERRA

Chão do Valado

Coimbra

Arganil

MOURA DA SERRA

Valado

Coimbra

Condeixa-a-Nova

CONDEIXA-A-VELHA

Valada

Coimbra

Lousã

SERPINS

Valada

Coimbra

Pampilhosa da Serra

PAMPILHOSA DA SERRA

Sobral Valado

Coimbra

Soure

GESTEIRA

Valada

Évora

Estremoz

ARCOS ETZ

Quinta do Valadares

Évora

Montemor-o-Novo

SILVEIRAS

Valadas

Faro

Faro

FARO

Valados

Leiria

Figueiró dos Vinhos

FIGUEIRÓ DOS VINHOS

Valada

Leiria

Pombal

SANTIAGO DE LITÉM

Valada

Porto

Baião

BAIÃO (SANTA LEOCÁDIA)

Valados

Santarém

Cartaxo

VALADA

Valada

Santarém

Ferreira do Zêzere

AREIAS FZZ

Valadas

Santarém

Ferreira do Zêzere

BECO

Valada

Santarém

Ferreira do Zêzere

FERREIRA DO ZÊZERE

Valadas

Santarém

Ourém

CAXARIAS

Valados

Santarém

Ourém

FÁTIMA

Valada

Santarém

Ourém

SEIÇA

Valada

Vila Real

Santa Marta de Penaguião

CUMIEIRA

Valado

Viseu

Cinfães

TRAVANCA CNF

Valado

Viseu

Tabuaço

SENDIM TBC

Valado

 

Anexo 5 – Lista de localidades cujos topónimos podem derivar de Baal Ilib

Distrito

Concelho

Freguesia

Localidade

Aveiro

Águeda

AGUADA DE CIMA

Vale do Lobo

Aveiro

Águeda

PRÉSTIMO

Vale do Lobo

Aveiro

Castelo de Paiva

REAL CPV

Vale de Lobos

Aveiro

Ílhavo

ÍLHAVO

Vale de Ílhavo

Aveiro

Vale de Cambra

VALE DE CAMBRA

Vale do Lobo

Bragança

Mirandela

CEDÃES

Vale de Lobo

Castelo Branco

Penamacor

Vale da Senhora da Póvoa

Vale da Senhora da Póvoa (ex: Vale de Lobo)

Coimbra

Montemor-o-Velho

MONTEMOR-O-VELHO

Urb. Quinta do Vale do Lobo

Coimbra

Vila Nova de Poiares

VILA NOVA DE POIARES

Vale do Lobo

Faro

Loulé

ALMANCIL

Vale de Lobo

Faro

Monchique

MARMELETE

Vale de Lobo

Leiria

Leiria

LEIRIA

Urb. Varandas de Vale de Lobos

Leiria

Pombal

POMBAL

Vale das Lobas

Lisboa

Lourinhã

MARTELEIRA

Vale de Lobos

Lisboa

Sintra

ALMARGEM DO BISPO

Vale de Lobos

Porto

Amarante

MANCELOS

Vale de Lobo

Santarém

Santarém

AZOIA DE BAIXO

Quinta de Vale de Lobos

Santarém

Tomar

SABACHEIRA

Vale de Lobos

Setúbal

Seixal

AMORA

Quinta do Vale da Loba

Viseu

Tondela

SÃO JOÃO DO MONTE

Vale do Lobo

 

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