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A Fonte (que não é fonte) da Fonte Nova (que já não é fonte nem era nova)

As desventuras e (a)venturas de uma estátua…

por Lourenço Proença de Moura, em 05.02.21

Quando no já distante ano de 1981, terminei a minha formação académica em Coimbra e comecei o meu percurso profissional em Aveiro, a cidade era muitíssimo diferente de hoje, tanto a nível do espaço físico, como social. A vida universitária, por exemplo, estava ainda numa fase muito inicial. O campus tinha apenas um edifício… E recordo a sensação estranha, quando ao passear nos finais de dia se percebia uma quase desertificação das ruas e mesmo da avenida Lourenço Peixinho à hora da telenovela.

Quem visite hoje esta cidade tão cosmopolita, pode encontrar na parte central da zona mais antiga, a Praça Marquês de Pombal, com uma forma retangular alongada. É atualmente um espaço de lazer, sem trânsito, com alguns serviços, cafés e esplanadas. Naquela época o ambiente era completamente distinto. Havia circulação automóvel criando frequentes situações de congestionamento pois a generalidade das ruas que aí confluíam eram / são estreitas e de sentido único e toda essa zona tinha muitos comércios e serviços. Num dos extremos da praça existia uma estrutura redonda, tendo uns seis metros de diâmetro, com uns repuxos a toda a volta, normalmente desligados, apontando para o centro, onde estavam umas esculturas com forma semelhante a grandes folhas em bronze, na vertical. Na imagem deste postal antigo [1], podemos ver o seu aspeto. Lembro-me que na altura apenas achava que esta fonte esteticamente era pouco feliz.

Praca_Marques_Pombal_Fonte_1.jpg

Também por essa altura em que procurava conhecer a cidade, constatei que no Parque Municipal, num recanto bastante escondido e sombrio pelo efeito das árvores e arbustos, sobre um pequeno repuxo, estava uma estátua com uma dimensão grande demais para espaço tão exíguo.

Esta outra imagem permite perceber como ela se encontrava [2].

Fonte_2.jpg

Alguns anos mais tarde soube que havia uma ligação entre estas duas situações e pesquisei um pouco mais sobre o que sucedera.

Entretanto, como resultado da renovação urbana recente, esta estátua foi reposicionada, estando atualmente num espaço totalmente diferente, de horizontes amplos, sobre as águas do “lago” do Cais da Fonte Nova, junto à antiga Fábrica Cerâmica Jerónimo Pereira Campos. A imagem seguinte mostra essa localização.

Fonte_3.jpg

Sucede que, pelo que eu tinha estudado, a colocação neste local, que julgo casual, tinha em si algumas coincidências curiosas.

Quer acompanhar-me nesta viagem?

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Recuemos então até ao início da década de 1960. Amândio de Sousa (no Anexo 2 apresentam-se umas breves notas biográficas), jovem estudante da Escola de Belas Artes do Porto, estagiava na fábrica de cerâmica Jerónimo Pereira Campos Filhos, única que na altura trabalhava em grés, material com que estava a produzir alguns trabalhos.

Dos contactos feitos com o arquiteto José Semide, urbanista da Câmara Municipal de Aveiro, resultou a encomenda de uma escultura... uma escultura para uma fonte que iria ficar numa das praças centrais de Aveiro.

O jovem Amândio deslocava-se nessa altura com grande frequência a esta terra de espaços amplos e abertos, com horizontes luminosos de Ria, mar, sol e sal. Estava longe da sua tão diferente terra natal, o Funchal, de declives acentuados, em que o mar é em simultâneo muralha e caminho.

Concebe então uma figura feminina, inclinada, de braços cruzados em frente ao peito, a cabeça erguida. Foi esta figura que apresentou como projeto de final de curso, obtendo a avaliação máxima. Uma figura de mulher, pairando sobre as águas. Banha-se e recatada esconde o peito, contemplando o céu.

O seu lugar, será bem no meio de um “mar de humanas gentes”, numa fonte de água, luminosa, no centro desta cidade, no centro dos olhares.

Estamos em 1964, num tempo em que os conceitos de estética e de liberdade de opinião estão confinados às malhas de uma ditadura. As ideias são cinzentas, a cor com que vemos o mundo quando temos apenas direito a dar valor às verdades oficiais.

Ela é apenas uma forma estilizada, lufada de ar fresco, liberta das linhas habituais deste tipo de arte. Mas o comum cidadão imerso na cultura do tempo, poucos exemplos reconhece de mulher símbolo. A Mãe de Jesus, a mulher mãe de família, dona de casa, doméstica e cuidadora dos seus filhos, ou quando muito uma estrela de cinema ou “misse” de beleza estereotipada. Ela não representa nem vagamente nenhuma dessas representações.

Surgem vozes de escárnio em tom cada vez mais alto. Era feia, disforme, indigna de por todos ser olhada em espaço tão nobre.

Mamarracho, desancada, cochuda!

Foi alcunhada então de “Maria da Fonte”, por uma simples associação ao nome que em mulher é o mais comum e ao título com reminiscências históricas que o comum cidadão reconhecia e à fonte em que ela se banhava.

Sob uma chuva de críticas, os responsáveis municipais cederam e em 1971 foi levada para longe desses olhares, para um outro espaço, como prisioneira degredada. Ficou então como já referi, junto a uma fonte bem mais simples, por entre arbustos e vegetação que a resguardavam. Note-se que foi ali colocada com respeito, nesse espaço, belo apesar de tudo.

Entretanto a cidade cresceu. No que se tornou o final do canal da ribeira das Azenhas aberto em 1874 segundo informação do Doutor Francisco Messias Trindade, foi criada uma nova lagoa tendo à sua volta um parque, aberto, luminoso, que nos convida a saborear a sensação de liberdade.

Passados trinta e três anos de exílio, em 2004, alguém nela pensou. Colocaram-na então nesse novo e renovado espaço, sobre as águas, junto à margem dessa lagoa.

A frontaria do edifício da antiga fábrica de cerâmica ergue-se bem ali, à sua frente.

Naquele mesmo espaço, naquela fábrica, em que o seu criador o escultor Amândio de Sousa, possivelmente a terá começado a idealizar…

Banha-se agora sem receio. Olha o céu amplo lá no alto. Flutua e desafia as nuvens.

As águas do tempo lavaram os antigos preconceitos...

 

Chegados ao fim deste relato, poderá o leitor comentar:

“Não estou bem a entender o título desta publicação!

A Fonte (que não é fonte) da Fonte Nova (que já não é fonte nem era nova)”

Pois passo a explicar…

O nome que Amândio de Sousa deu a esta escultura, foi tão só “Fonte”. É assim que consta do seu processo individual de aluno, informação que me foi prestada pelos serviços da universidade.

Fonte Nova, por seu lado é o atual nome daquele espaço em Aveiro. Decorre do nome de uma fonte, atualmente inexistente, mas que se situava perto, junto a uma esquina da antiga muralha. Foi-lhe dado esse nome… há mais de 200 anos! No anexo 1 explico melhor, para quem tenha curiosidade, onde era a sua localização.

E já agora, para terminar, vejamos qual era o aspeto original desta fonte.

Praca_Marques_Pombal_Fonte_4.jpg

Imagem retirada de: https://retratosdeportugal.blogspot.com/

Referências

[1] – Imagem recolhida de http://ww3.aeje.pt/avcultur/avcultur/Postais/Aveipostais15.htm

[2] - Imagem recolhida de http://ww3.aeje.pt/avcultur/hjco/Texturas/Pg000004.htm

[3] – Islenha (revista) – Direção Regional dos Assuntos Culturais - número 49 – Julho / Dezembro de 2011

[4] – As artes plásticas na Madeira (1910 – 1990) –Tese de Mestrado -  António Carlos Jardim Valente https://digituma.uma.pt/bitstream/10400.13/251/1/MestradoCarlosValente.pdf

[5] – Evolução urbana de Aveiro – Maria José Curado - Sana editora - 2019

[6] – Breve vídeo com um resumo biográfico de Amândio de Sousa - https://www.youtube.com/watch?v=v7gsBF4AmfA&ab_channel=600anosMadeiraePortoSanto

[7] Página Facebook - Uma escultura na cidade, dinamizada por Danilo Matos
https://www.facebook.com/Uma-escultura-na-cidade-174719353239639/

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Anexo 1 – Localização da “Fonte Nova”

Como Maria José Curado explica na sua obra [5], sabe-se que já em 1571 existia no lugar indicado, na zona central da imagem seguinte, uma fonte denominada “Fonte da Macieira”. Por volta de 1680 passou a denominar-se Fonte Nova.

Temos pois uma “Fonte Nova” com cerca de 240 anos, e que já teria mais de um século quando lhe atribuíram esse nome…

Fontes_antigas_e_estatua_Amandio_de_Sousa.JPG

Imagem retirada do livro Evolução Urbana de Aveiro [5] mostrando entre outros aspetos as fontes antigas de Aveiro.

Acrescentei a localização do espelho de água / Cais da Fonte Nova / Centro de congressos e da estátua que é objeto desta publicação, para ajudar a situar o leitor.

 

Anexo 2 – Breves notas biográficas do escultor Amândio de Sousa e alguns exemplos dos seus trabalhos [3] [4] 

Amandio_de_Sousa_1.jpg

Imagem recolhida de um vídeo publicado no Youtube, o qual apresenta um resumo biográfico [6]

Amândio Manuel Abreu de Sousa nasceu a 22 de Setembro de 1934, no Funchal, sendo o segundo de três filhos de Joaquim Carlos João de Sousa e Henriqueta Ivone de França Abreu.

A sua sensibilidade leva-o de forma natural em busca de desenvolver os seus conhecimentos e competências artísticas.

Em meados da década de 50, na sua ilha da Madeira, sente-se o sopro de algumas brisas de mudança que ali como no continente levam a refletir sobre a forma de abordar a arte e a cultura. Conscientes desta necessidade, em 1956, alguns responsáveis dinamizam as primeiras estruturas que virão a dispor de condições para a promoção de produção artística naquele espaço insular.

Criaram-se nesse ano, na Academia de Música da Madeira, cursos de pintura e escultura, à semelhança dos cursos já disponíveis nas escolas continentais. Passou então a escola a denominar-se Academia de Música e Belas Artes da Madeira. Teve como primeiro diretor o pintor Vasco de Lucena, sucedendo-lhe nestes primeiros anos o pintor Louro de Almeida e o escultor Anjos Teixeira.

No primeiro ano letivo matricularam-se vinte e dois alunos nos cursos de Pintura e Escultura. Alguns dos primeiros alunos vieram a ser percursores, nas décadas seguintes, de movimentos dinamizadores da arte a nível regional e nacional, destacando-se os escultores Franco Fernandes e Amândio de Sousa, a pintora Patrícia Morris e o pintor Danilo Gouveia.

Desejoso de potenciar mais os seus conhecimentos, sobretudo a partir do contacto com outros mestres e experiências culturais, Amândio de Sousa em 1959 inscreve-se na Escola Superior de Belas Artes da Universidade do Porto onde foi aluno de Barata Feyo e Lagoa Henriques, concluindo o curso com a nota máxima.

Conviveu nesse período com os elementos do grupo “os quatro vintes” (o nome era uma paródia a uma marca de tabaco da época – os três vintes), constituído por Ângelo de Sousa, Armando Alves, Jorge Pinheiro, José Rodrigues, assim conhecidos por terem terminado com essa nota de curso. Naturalmente participou na dinâmica própria dessa geração e da “Escola do Porto”.

Ainda como aluno participou em 1960 e 1961 em exposições magnas da Escola, bem como em diversas exposições extra-curriculares da iniciativa dos alunos. Estagiou na fábrica de cerâmica Jerónimo Pereira Campos Filhos, única que na altura trabalhava em grés. Aí teve oportunidade de fazer os relevos colocados na Clínica de Santa Catarina no Funchal.

Dos contactos feitos com o arquiteto José Semide, urbanista da Câmara Municipal de Aveiro, resultou a encomenda de uma escultura para uma fonte que iria ficar numa das praças centrais de Aveiro. Concebeu então uma figura feminina, longilínea, pairando, a que deu o nome “Fonte” e que apresentou como projeto de final de curso obtendo a avaliação máxima.

De regresso ao Funchal, em 1964 abriu com o arquiteto Rui Goes Ferreira a Galeria de Artes Decorativas “Tempo”, sendo uma iniciativa pioneira para a época. O ambiente cultural então incipiente do Funchal, foi surpreendido. A exposição inaugural, denominada Sete Pintores Portugueses, apresentou trabalhos de Manuel Mouga, Jorge Pinheiro, Espiga Pinto, Manuel Pinto, José Rodrigues, Ângelo Sousa e Júlio Resende.

A década de 60 decorreu com enormes transformações a nível mundial, incluindo a nível social e artístico. Apesar do caráter ditatorial e fechado, era impossível evitar que muitas dessas influências se produzissem ocorrendo mesmo alguma abertura a novas tendências a nível oficial. Surgiram então obras escultóricas de características contemporâneas, inclusivamente na Região da Madeira. Amândio de Sousa acompanhou sempre estes projetos de cariz inovador na arquitetura e escultura.

Produziu nessa época diversos trabalhos tais como um friso para a entrada oeste do Edifício da Caixa de Previdência do Funchal, painéis de cimento com relevos vegetalistas estilizados a duas cores, funcionando como esculturas de parede para o átrio da Clínica Santa Catarina e uma outra escultura parietal, uma “maternidade” (mostram-se imagens adiante). Em 1969 concebeu uma escultura em bronze, a primeira obra abstrata ao ar livre, fora do Funchal, com planos e curvas representados de forma simétrica tendo motivado críticas, pela completa abstração do tema. Tal reação era já familiar ao autor, de certa forma semelhante às críticas que a escultura “Fonte” teve em Aveiro.

Amândio de Sousa assumiu-se sempre como alguém preocupado pelo trabalho de fundo, estruturante, rejeitando projetos de ostentação. Segundo ele, a arte deve estar ao serviço do cidadão comum e com ele deve dialogar. Porém tal não significa que a sua abordagem seja básica. A arte deve questionar o observador, para que por adesão ou oposição ocorra um desenvolvimento como ser humano.

«Será sempre de maior dificuldade usarem-se termos de cultura quando se pressupõem ainda no seu estado verdejante, problemas de infraestrutura um dos quais, gravíssimo — o do analfabetismo»
Amândio de Sousa, 3/9/1967

Amândio de Sousa ao longo da sua vida complementou a sua atividade de escultor com a de professor. Foi professor de desenho no Liceu Nacional do Funchal, onde abordou a arte de forma criativa, bem diferente da tradicional.

Foi professor de desenho e marcenaria na Escola Salesiana de Artes e Ofícios. Colaborou no Design de móveis para lojas de mobiliário e decoração.

Foi assessor para os assuntos culturais entre 1976 e 1978 colaborando na elaboração do Guia Básico da Educação Cultural.

Foi diretor do Museu da Quinta das Cruzes de 1977 a 2001. Entre outras evoluções introduzidas, deu-lhe uma consistência orgânica, em que interiores e exteriores se conjugavam, nos espaços da casa, jardins e capela, incluindo um núcleo bibliográfico sobre artes decorativas.

A sua arte tem abordagens bastante diversas, por vezes figurativa, outras vezes totalmente abstrata. Ora seguiu padrões de realização relativamente clássicos, ora “experimentais” através de novas técnicas e materiais.

Mostram-se a seguir algumas imagens ilustrativas das suas obras.

Tem sido também um cidadão permanentemente empenhado na intervenção cívica, tendo feito parte de vários movimentos e petições, tendo sempre em vista a valorização da cultura, património e o seu usufruto por todos, sem discriminação.

É casado com a também escultora Luíza Helena Claude.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Luiza_Clode

Amandio_de_Sousa_2.jpg

Amândio de Sousa

Foto retirada de https://www.facebook.com/Uma-escultura-na-cidade-174719353239639/

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Exemplos de obras de Amândio de Sousa

Maternidade.jpg

Maternidade

Local: Clínica de Santa Catarina, Funchal

Data: 1963

Material: Gesso

Foto de Danilo Matos retirada de [7] https://www.facebook.com/Uma-escultura-na-cidade-174719353239639/ 

 

Paineis_Clinica_Santa_Catarina.jpg

Paineis_Clinica_Santa_Catarina_2.jpg

Painéis do átrio da clínica de Santa Catarina

Local: Clínica de Santa Catarina, Funchal

Data: 1963

Material: Cimento e Grés

Fotos de Danilo Matos retiradas de [7] https://www.facebook.com/Uma-escultura-na-cidade-174719353239639/

 

 

Senhora_dos_Caminhos_1.jpg

Senhora_dos_Caminhos_2.jpg

Senhora dos Bons Caminhos

Local: Casais d`Além, freguesia da Camacha

Data: 1965

Material: Cantaria e betão

Fotos de Amândio de Sousa, retiradas de [7] https://www.facebook.com/Uma-escultura-na-cidade-174719353239639/

 

 

Comemoracao_1o_jogo_Futebol.jpg

Foto que consta do Inventário de José de Sainz-Trueva e Nelson Veríssimo, DRAC 1996, obtida de [7]: https://www.facebook.com/Uma-escultura-na-cidade-174719353239639/

Segundo Danilo Matos o autor desta página do Facebook, “Inicialmente a escultura assentava no solo, depois é que a colocaram dentro daquele "pocinho". Agora, depois do roubo em 2016, foi colocada numa base de cantaria cinzenta.”

Escultura comemorativa do 1º jogo de futebol na Madeira em 1875;
(Nota pessoal: Na minha interpretação, a parede por trás será a metáfora do campo de jogo. A bola movimenta-se com o sol, como “esfera de luz”)

Local: Largo da Achada, Camacha

Data: 1969

Material: Latão

 

 

Manuel_Alvares.jpg

Padre jesuíta Manuel Álvares

Local: Ribeira Brava

Data: 1972

Material: Bronze

Foto de Danilo Matos retirada de [7] https://www.facebook.com/Uma-escultura-na-cidade-174719353239639/

 

 

Virgem_com_o_menino.jpg

Virgem com o menino

Local: Igreja do Carmo, Câmara de Lobos

Data: 1985

Material: Folha de prata sobre bronze

Foto de Amândio de Sousa, retirada de [7] https://www.facebook.com/Uma-escultura-na-cidade-174719353239639/

 

 

Trilogia_dos_poderes.jpg

Trilogia dos poderes – Legislativo, Executivo, Judicial

Local: Pátio da Assembleia Regional da Madeira, Funchal

Data: 1990

Material: Bronze

Foto retirada de http://estatuasmadeirenses.blogspot.com/

 

 

Justica.jpg

Justiça

Local: Tribunal da comarca da Ponta do Sol

Data: 1994

Material: Bronze

Foto retirada de http://estatuasmadeirenses.blogspot.com/

 

 

500_anos_Ponta_do_Sol.jpg

Monumento comemorativo dos 500 anos do concelho da Ponta do Sol

(nota pessoal: Cada século está representado por um nível da cascata)

Local: Ponta do Sol

Data: 2001

Material: Betão

Foto de Danilo Matos retirada de [7] https://www.facebook.com/Uma-escultura-na-cidade-174719353239639/

 

 

Homenagem_diaspora.jpg

Homenagem à diáspora madeirense

Local: Parque Temático, Santana.

Data: 2004

Material: Muro de cantaria com intervenção em cobre

Foto retirada de: https://nim.pt/parque-tematico-da-madeira-onde-a-nossa-essencia-se-une/

 

 

 

 

 

 

 

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