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Literatura de cordel

Uma pequena coleção

por Lourenço Proença de Moura, em 22.10.21

Maria_nao_me_mates_que_sou_tua_mae.jpg
Gravura do livro "Matrícidio sem exemplo" de Camilo Castelo Branco

“Lá na vila piscatória em que passei a infância, em cada segunda-feira a pacatez levava sumiço à conta de uma feira…

… havia um velhote que nunca faltava, a um par de metros de uma taberna onde almoçava frugalmente, e lhe emprestavam duas cadeiras meio desconjuntadas. De uma cadeira à outra ele punha um cordel não muito grosso e dele fazia pender uns cadernos de capas coloridas e umas folhas volantes, que prendia com pregadeiras de roupa. Em cima de uma cadeira havia um jornal dobrado, aonde ele colocava a bota e dedilhava a sua viola, que nem sempre tinha as cordas todas. A voz era roufenha, lamurienta, mas já contávamos com isso porque anunciara antes “um grande e horrível crime”. Toda a gente punha os olhos na folha onde estavam os versos e o retrato da rapariga que levara as dezassete facadas do namorado, que parecia ter sido enganado e afinal o que ele vira fora uma cena inocente da moça agarrada a chorar ao irmão que lhe trouxera a notícia da morte do pai no Brasil! O namorado interpretara mal aquele abraço, não conhecia o irmão, tinha a faca à mão e, levado pelo ciúme, cometera o tal grande e horrível crime! E como se lavava aquele pedaço de chão na feira com as lágrimas do mulherio!”

Esta é uma transcrição de alguns trechos deliciosos do capítulo introdutório de uma obra de José Viale Moutinho [4] dedicada a este tema.

--oo0oo--

Nesta publicação não irei apresentar nenhum estudo sobre o assunto, mas sobretudo colocar à disposição do leitor exemplares digitalizados de livros, brochuras e folhas volantes que ao longo do tempo tenho recolhido, em alfarrabistas e feiras de velharias. Apresento no final algumas sugestões de leitura, visualização (registo videográfico - programa de televisão) e escuta (registo áudio - programa na rádio), mas o leitor encontrará com facilidade outras referências na internete.

A literatura de cordel corresponderá à evolução natural dos romances e contos cantados e relatados pelos jograis e saltimbancos que se deslocavam de terra em terra e que, com a popularização da imprensa encontraram mais esta forma de comunicação e, naturalmente, de rendimento. Como seria de esperar, a qualidade do papel e da impressão era apenas a suficiente para que o custo pudesse ser suportado por uma “pessoa comum”, se bem que nesses tempos paradoxalmente, saber ler fosse uma competência pouco comum. Também não eram destinados a serem guardados em bibliotecas e daí que sejam relativamente escassos os exemplares que sobreviveram.

O nome decorre da forma como eram frequentemente postos à venda, simplesmente pendurados num cordel, pelo vendedor na sua banca de feira como que surge referido no texto introdutório.

Têm frequentemente uma estrutura em verso, o que permitia serem mais facilmente cantados e por vezes teatralizados. Era comum serem vendidos por cantores cegos, saltimbancos, pedintes. Também podiam ser vendidos porta a porta.

Ceguinho_folhetos.jpg

Imagem recolhida do blog "O homem que sabia demasiado"

Os contos com mais sucesso tiveram inúmeras edições e frequentemente eram traduzidos para outras línguas, cruzando séculos e nações.

Em Portugal, este tipo de literatura perdeu relevância de forma acentuada nos últimos 100 anos. Porém, no Brasil, sobretudo no denominado Nordeste, continua a ser uma realidade bem viva e interveniente, com uma grande dinâmica de publicação e de número de leitores. No Brasil, ainda hoje, qualquer assunto pode dar origem a uma ou mais “histórias de cordel”. Como seria de esperar o Covid já teve direito a tal…

Ver por exemplo esta página do blog Diário do Nordeste.

A Covid ceifando muitas vidas
E o perverso zombando da doença
Quando a morte espalha sua sentença
São milhares de histórias destruídas
As famílias enlutadas e perdidas
Sem saber se retornam ou vão em frente
É preciso mais amor por nossa gente
Esse povo sofrido e humilhado
O futuro que tenho projetado
Será muito melhor que meu presente.

--oo0oo--

Versões digitalizadas dos documentos

As tabelas abaixo permitem copiar cada um dos documentos para o seu computador / smartphone.
Para isso, depois de premir o ponteiro, surge uma página do serviço MeoCloud.
Deve selecionar o botão "Download" (descarregar). No caso dos smartphone, surge um ecrã como o seguinte, em que deve selecionar o símbolo de três pequenos traços horizontais assinalados. Surge então a opção "Download".

Telemovel_download_da_Cloud.JPG

Nota: Alguns livros e brochuras possuem uma dimensão relativamente grande e esta ação pode demorar. Indica-se em cada um o tamanho aproximado (Mb)

 

--oo0oo--

No sentido de dar uma breve ideia dos temas e do estilo de relato, deixo aqui alguns exemplos de extratos iniciais de alguns dos contos relatados nas folhas de histórias

Madalena a mártir
Este drama se passou
Conforme contar vos vou
Entre um casal e uma filha
Ela era uma esposa séria
Mas ele da sua féria
Em casa nunca partilha

Triste fim de dois irmãos
Vivia um modesto casal
com dois filhos afinal
Um menino e uma menina
Mas nesse modesto lar
entrou lá dentro o azar
e tiveram uma má sina

Mãe desumana
Custa a crer mas é verdade
Duma mãe a crueldade
Que teve para uma filhinha
Foi uma reles tratante
Que por causa dum amante
Liquidou a inocentinha

Espera traiçoeira
Ainda mal rompia o dia
Já Maria Aurora ia
Levar farinha ao moinho
Certa vez teve o azar
Dum moço ela encontrar
Que lhe saiu ao caminho

Desventura de uma mãe
Foi na encosta de um monte
Sem haver água nem fonte
Que um incêndio sucedeu
Numa casa humilde e pobre
Três mortes lá se descobre
Nada escapou tudo ardeu
...

Triste fim de duas irmãs
Foi numa noite de inverno
O céu perecia o inferno
Vento, chuva e trovoadas
Duas vidas se finaram
Os lobos as devoraram
Deixando roupas e ossadas
...

A perdição do amor
Chamava-se Maria Rosa
Esta jovem tão formosa
A quem José muito amou
Mas teve a infelicidade
de ser morta com crueldade
por Romeu que a desflorou.

Ilusão, só ilusão
Foi bela e foi formosa
aquela Maria Rosa
dos meus tempos de criança.
E dela me enamorei
que com ela me casei
numa ilusão de esperança.

Amor de pai
Perdido de comoção
foi-se entregar à prisão
um pobre pai tresloucado
Para sua cruel sorte
foi ele o autor da morte
dum seu filhinho amado

O caso do Homem que esteve enjaulado 30 anos pela mulher no concelho de S. Pedro do Sul
O caso que eu vou contar
é digno de apreciar
deu-se em Tabuadelo
Um senhor José dos Santos
passou martírios tantos
meus senhores podem vê-lo.

Mãe malvada
Com cinco anos de idade
foi morta sem piedade
por uma mãe sem coração.
Foi por causa de um amante
que era um vil um tratante
vão ouvir qual a razão.
...

 

Os meus livros e brochuras

Títulos

Autor

Tipo

Data

Astucias subtilissimas de Bertoldo, villão de agudo engenho e sagacidade (26Mb)

Não referido, mas foi Giuliu Cesare della Croce (1550 - 1609)

Comédia

1849

Simplicidades de Bertoldinho, filho do sublime, e astuto Bertoldo; E das agudas respostas de Malcolfa sua mãi (30Mb)

Não referido, mas foi Giuliu Cesare della Croce (1550 - 1609)

Comédia

1824

Vida de Cacasseno, filho do simples Bertoldinho, neto do astuto Bertoldo (17Mb)

Não referido, mas foi o abade Adriano Banchieri

Comédia

1824

Vida de Cacasseno, filho do simples Bertoldinho, neto do astuto Bertoldo (12Mb)

Não referido, mas foi o abade Adriano Banchieri

Comédia

1927

Emperatiz Porcina (10Mb) 

Baltazar Dias (atribuído)

Drama

1690

História da imperatriz Porcina mulher de Lodório, imperador de Roma (11Mb)

Baltazar Dias (atribuído)

Drama

sem data; talvez década de 1960

A aldeia de loucos (Novo entremez intitulado…) (5Mb)

Desconhecido

Comédia

1789

A grande desordem de huma velha com hum peralta por não querer casar com ella (Novo e divertido entremez intitulado…) (6Mb)

Desconhecido

Comédia

1786

A velha garrida (Nova pessa intitulada…) (7Mb)

Desconhecido

Comédia

1788

Alcorão das amas de leite ou marmota… (6Mb)

Desconhecido

Comédia

1786

Amor sem pés nem cabeça (Novo, e gracioso entremez intitulado…) (5Mb)

Desconhecido

Comédia

1789

Bondade das mulheres contra a malicia dos homens (3Mb)

L.D.P.G.

Argumentação

Documento  interessante na defesa de género. 

1788

Carta de guia para novatos, vida importante, ou Chimica proveitosa, que hum tratante envia a hum seu amigo para cursar a Universidade de Coimbra com grandeza na codea, e xelpa (6Mb)

Bojamé Bernardino de Albuquerque e Faro

Sátira

1765

Conselhos para os novatos occuparem o tempo das ferias
II Parte (6Mb)

Paulo Moreno Toscano

Sátira

1765

Despique da mulher casada que teve as disputas com seu Marido, pela não querer levar a ver as Luminarias e o fogo (7Mb)

Pelo mesmo Author da Relação das Disputas
(Desconhecido)

Comédia

1785

Dialogo entre hum Algarvio e a sua Maria (2Mb)

Desconhecido

Comédia

1845

História da guerra europeia  (1Mb)

Desconhecido

Drama

s.d. por volta de 1940

Historia da donzella Theodora  (11Mb)

Carlos Ferreira Lisbone

Texto argumentativo

1827

Historia de D. Ignez de Castro
Collecção de Historias Populares - Nº 10 (8Mb)

Agostinho Velloso da Cruz

Livro de história, em jeito de romance

1909

História de João Soldado
Que teve a habilidade de meter o diabo num saco
Seguida da interessante história
As três cabeças de ouro (5Mb)

Desconhecido

Texto

1960 talvez

Historia jocosa dos tres corcovados de Setuval (7Mb)
Lucrecio, Flavio, e Juliano
Onde se descreve a equivocação graciosa de suas vidas

Desconhecido
(Escrita por hum curioso lisbonense)

Sátira

1842

Malicia da Mulheres (4Mb)

Desconhecido

Sátira

1827

Matricidio sem exemplo,
Uma filha que matou e esquartejou sua propria Mãi,
Matilde do Rozario da Luz, Lisboa - na travessa das Freiras, nº 17 (4Mb)

Camilo Castelo Branco
(se bem que não surja identificado)

Drama

1850
(se bem que não indicada a data)

Novo folheto contendo 5 lindas poesias (1Mb)

Desconhecido

Drama e sátira

1940 talvez (data não indicada)

O Braz Corcunda e o verdadeiro constitucional (8Mb)

E.J.A. De S.
(será Elesiário António de Sousa)

Debate de ideias

1821

O caçador (Entremez) 

(6Mb)

Desconhecido
(Pedro António Pereira ?)

Teatro de costumes com alguns toques humorísticos

1784

O desengano do mundo ou morte de Buonaparte encontrando este na eternidade hum rancho de corcundas (7Mb)

José Daniel Rodrigues da Costa

Diálogo / autocrítica

1830 talvez

O libertino castigado e a prizão no jogo de bilhar (5Mb)

Desconhecido

Teatro de costumes com alguns toques humorísticos

1789

O periodiqueiro por força, ou dialogo de hum tio e hum sobrinho (7Mb)

Desconhecido

Sátira

1821

A Peidologia (4Mb)

Desconhecido

Sátira

1836

 

As minhas folhas / panfletos - histórias

Títulos

Tipo

Data

Local impresão

Madalena a Mártir
Triste fim de dois irmãos

Drama

Não indicada mas será de antes de 1974

Tipografia C. O. Porto

Mãe desumana
(O triste drama de duas crianças) (autor Oileda)
Espera traiçoeira
(No hospital do Olival, uma pobre rapariguinha não resistiu à traição de que foi vítima) (autor Oileda)

Drama

Não indicada mas será de antes de 1974

Tipografia Colégio dos Órfãos - Porto

Desventura de uma mãe
(Morreu abraçada a duas filhinhas num pavoroso incêndio ao tentar salvá-las)
Lágrimas de dor
Triste fim de duas irmãs
(Como foi descoberto este abominável crime? Estes patifes, depois de terem abusado das duas donzelas, abandonaram-nas, as quais ficaram entregues às feras)

Drama

Não indicada mas será de depois de 1974

R.C.Fernandes
Rua dos Bragas 140 - Telef. 28239 - Porto
Tipografia: Colégio dos Órfãos - Porto

Menina assassinada na Póvoa
Mistérios da Natureza
Máter dolorosa
A vida de Beatriz (autor Oileda)

Drama

Não indicada mas será de depois de 1974

Tipografia: Colégio dos Órfãos - Porto

Guerra ao amor
(Um drama vivido entre duas primas, que tiveram a desdita de se apaixonarem pelo mesmo jovem, e daí nasceu a angústia para um coração destroçado, Sensacional, empolgante até ao fim.)
(autor Oileda)
A perdição do amor

Ilusão, só ilusão
(autor Oileda)
O desengano
(autor Oileda)

Drama

Não indicada mas será de depois de 1974

Tipografia: Colégio dos Órfãos - Porto

Amor de pai (dos jornais)
Mulher perversa
O caso do Homem que esteve enjaulado 30 anos pela mulher no concelho de S. Pedro do Sul
Pai assassinado pela própria filha (Barroca - Beira Baixa) (autor A. Nobre)
Mãe malvada (Autor Oileda)

Drama

Não indicada mas será de depois de 1974

Tip. Colégio dos Órfãos - Porto

Promessa mal cumprida
(Uma mulher de Vale Ferreiros, fez uma promessa à N. S. da Saúde. E vejam o que lhe aconteceu. Por sua culpa)
(autor: Oileda)
O rapto da Isabel
(Uma menina de 5 anos foi raptada pela própria mãe)
(autor: Oileda)

Drama

Não indicada mas será de antes de 1974

Tip. do Colégio dos Órfãos - Porto

As duas gémeas
(O mais sensacional drama de amor, vivido entre duas irmãs que se apaixonaram por um rapaz, que foi a sua perdição) (autor: Oileda)
Aventura duma Mãe (Morreu abraçada a duas filhinhas num pavoroso incêndio, ao tentar salvá-las)
A perdição duma Mãe

Drama

Não indicada mas será de antes de 1974

Tip. Colégio dos Órfãos - Porto

Falsidade
(O triste fim de uma mulher que se perdeu!)
Perdição de Amor!
A morte duma menina de 6 anos
(dos jornais diários)
Triste fim de dois irmãos
Mãe cruel

Drama

Não indicada mas será de antes de 1974

Tip. Colégio dos Órfãos - Porto

A abandonada
(O mais enternecedor drama de amor)
(Autor: Oileda)
Triste fim de duas irmãs
As duas órfãs
Espera traiçoeira

Drama

Não indicada mas será de antes de 1974

Tip. Colégio dos Órfãos - Porto

Milagre de amor
(Emoção - Suspense ; Leiam com atenção)
(Autor: Oileda)

Drama

Não indicada mas será de antes de 1974

Tip. do Colégio dos Órfãos - Porto

A história de uma mulher que casou com dois homens
Afinal não tinha nada
Grande Marcha de Lisboa
(Marcha popular - Letra: Artur Ribeiro)

Drama / Comédia / Canção

Não indicada mas será de antes de 1974

Tip. Batalha & Irmã - A. Saraiva de Carvalho, 55 - Porto

Fernanda, a mártir
(Uma jovem com 18 anos, órfã de mãe, por motivo da sua pouca sorte com o primeiro namoro, deixou tudo na vida, para professar a ser freira. Emoção, entusiasmo e sofrimento.)
Pai atraiçoado
(Caso comovedor. Um pobre pai que tinha três filhos, dois rapazes e uma mocinha, foi atraiçoado pelo seu filho mais velho)
Sinceridade e coragem duma mulher casada em honra de seu marido.
(S. Marcos)

Drama

Não indicada mas será de depois de 1974

Tip. Colégio dos Órfãos - Porto

O fugitivo
(O fugitivo é uma obra prima da Rádio Televisão Portuguesa)
(Autor: Oileda)
O emigrante
(Canta: Maria Albertina)

Romance

Não indicada mas será de depois de 1974

Tip. Colégio dos Órfãos - Porto

Uma vítima do destino
(Bem criada mas… malfadada)
Sacrifício duma Mãe

Drama

Não indicada mas será de depois de 1974

Tip. Colégio dos Órfãos - Porto

Sinceridade e coragem de uma mulher casada
(Em honra de seu marido)
Cruel traição

Drama

Não indicada mas será de depois de 1974

Não indicado

Mais um fenomeno
(Uma criança metade Peixe e metade Gente)

Drama

Não indicada mas será de antes de 1974

Tipografia Olhanense - Olhão

Uma creança morta à paulada pelos seus próprios pais
Mulher morta à machadada pelo marido

Drama

Não indicada

Tip. I. P. R. Lda T. Convento (carimbo)

As medalhas que ganhei
(Por José Serralheiro)
São Martinho nosso Amigo
(Letra de Sousa Rosa)

Louvor
Sátira
Não indicadaNão indicado
O horroroso crime de Soutêlo
(Um filho que mata o pai, a mãi e dois irmãos
Mãi desumana
(que queima o filho após 2 dias de nascido)
O crime de Vila Franca
(Mãi que afoga duas filhinhas para viver com um amante
DramaNão indicadaNão indicado
Mãi
(Recordação de A. Luiz Vieira Correia)
Morena
LouvorNão indicadaNão indicado
Castigo de Deus na Quinta de Monte Alegre - Santa Comba
Fado das caravelas
Perdoas-me
(Para uso dos Senorit)
(Por Ernesto Loureiro)
Drama / CançãoNão indicadaNão indicado
Em Vila-Flor deu-se um grande exemplo
Caldo e brôa
Saudades de outrora
(Música do Zé do Telhado)
Drama / Canção1945Tip. Ouriense
O horroroso Crime d'Aldeia de Matos
(Um homem que traiçoeiramente mata outro vibrando-lhe sete facadas)
A VII Volta a Portugal
(Homenagem aos corredores)
O crime de Salvaterra de Magos
Arrependimento da filha
Drama / Louvor1938 data da 7ª volta a Portugal ganha por José Albuquerque.
Data não indicada
Não indicado

Mar e terra
Uma filha criminosa

Louvor
Drama

Não indicada

Não indicado

Escuta Carmen
(Letra de: Domingos Gonçalves Costa)

Aconselhº

Não indicada

Não indicado

Amor de Perdição
Sebastião coitado
A minha casinha
(Cantada por MILU na sua casa da Costa do Castelo)

Drama / Comédia / Canção

Não indicada

Tip. Ferreira - Lagos

 

As minhas folhas / panfletos - canções

Títulos

Tipo

Data

Local impresão

Canções novas
L´oiseau et l´enfant
Último passeio de Santo António
Gabriela Cravo e Canela
A Anita não é bonita
Caldeirada poluída
É preciso renascer
É triste não saber ler
Milho verde
Cigano
Coentros e rabanetes
O menino
Volta Rabi
Hino à liberdade
Canta cigarra
Só eu sei, meu amor
Mão na mão

Canções

Não indicada mas será de depois de 1974

Não indicado

Canções modernas
Grândola vila morena
Vamos lá fadistas
Ó liberdade
Tu és mulher não és uma santa
O nosso amor
Ó Ramos hoje cá estamos
Portugal ressuscitado
O Homem de Nazaré
Meu amor é marinheiro
Avante camarada
25 de Abril; Nova aurora!
Paz e amor
Malhão de Águeda
Não deixes que calem mais a tua voz
Os Bravos
Felicidade
Um novo Abril
Pátria libertada
Prisioneiro
Ao trabalho meu povo
Catarina Eufémia
Alta roda
Não julgues
Oferenda
O poder da flor
Caminhada

Canções

Não indicada mas será de depois de 1974

Tip. Colégio dos Órfãos - Porto

Novas canções
Eu tenho dois amores
Minha Tia
Hoje há festa
Bem-me-quer, mal-me-quer, muito, pouco e nada
Canção do beijinho
Tão amantes que nós fomos
O Chico Pinguinhas
Vamos dar as mãoes
Ninguém, ninguém
Canção proibida
Meu querido, meu velho, meu amigo

Canções

Não indicada mas será de depois de 1974

Não indicado

Canções
Uma flor à janela
A ave e a infância
Saca o saca-rolhas
Hinoà liberdade
Vinho verde
Português é um malmequer
Somos dois
Marco
É preciso renascer
A Anita não é bonita
Menina alegre
O menino
Gabriela cravo e canela
Cigano
Canta cigarra
Só eu sei meu amor
Milho verde
A mão na tua mão

Canções

Não indicada mas será de depois de 1974

Tip. Colégio dos Órfãos - Porto

Canções do festival - 78
Dai-li dai-li dou
Tudo vale a pena
Porquê
Aqui fica uma canção
Pela vida fora
Tu, Charlot!
Ano novo, vida nova
O largo do coreto
Só louco
Um Dia uma Flor
Canção da amizade
O circo e a cidade
Nuvem passageira
Quem te quer bem, meu bem
Algodão doce

Canções

Não indicada mas será possivelmente de 1978

Não indicado

Canções do festival 82
Bem-bom
Em segredo
Até amanhecer
Gosto do teu gosto
Quero ser feliz agora
Sonho a dois
Trocas-baldrocas
Banha da Cobra estica e não dobra
Amor português
É o fim do mundo
Vai mas vem
Tudo tim-tim por tim-tim
Quem vier por bem

Canções

Não indicada mas será possivelmente de 1982

Não indicado

Canções do festival 83
Erva ruim
Rosas brancas para o meu amor
Vinho do Porto, vinho de Portugal
Parabéns, parabéns a você
Terra desmedida
A cor do teu baton
E afinal quem és tu?
No calor da noite
Mal d'amores
Esta balada que te dou
Ave do paraíso
Rosa flor-mulher

Canções

Não indicada mas será possivelmente de 1983

Não indicado

Tudo perdi
Não te mereço
(Fado - canção - creação de Rui de Mascarenhas)

Drama / Canção

Não indicada

Não indicado

Canção do desespero
(Do filme português "Capas Negras")
Canção de Coimbra
(Do grande filme "Capas Negras")
Serenata
(Do lindo filme "Capas Negras")
Rapazes cautela
(Por José Serralheiro)

Canção / Sátira

Não indicada

Tip. Feijão - C. Branco

Colete encarnado - Fado da Severa
(Cantado por Manuel Monteiro)
Amor à pátria
As Boas-Festas
(Letra de Alberto da Silva Braga)
As mulheres são todas boas

Canção
Louvor (ao filho soldado que vai combater…)
Oração
Sátira

Não indicada

Tip. Fonseca - R. Picaria, 74 - Porto

O preto
O toureiro e a bailarina
(Por Júl o Vieitas)
Fado das caravelas
Lisboa não sejas francesa

Louvor
Drama
Canção

Não indicada

Não indicado

As medalhas que ganhei
(Por José Serralheiro)
São Martinho nosso Amigo
(Letra de Sousa Rosa)

Louvor
Sátira

Não indicada

Não indicado

Algemas
(Letra de "Algemas" Fox)
Pedido de mãe
(Letra de Augusto Artur da Silva para o reportório de sua Esposa)

Canção

Não indicada

Não indicado

Rainha da Paz Salvadora de Portugal
Nª Sª de Fátima

Canção

Não indicada

Tip. Progresso - Espinho

 

Referências e sugestões de leitura

[1] - Wikipedia – Literatura de cordel

[2] - Roque, Renato – De Plauto ao teatro de cordel em Portugal e no Brasil

2014 - Faculdade de Letras da Universidade do Porto

[3] - Nogueira, Carlos – Literatura de cordel portuguesa – 3ª edição- 2006 – Apenas Livros

[4] - Moutinho, José Viale – Literatura de cordel / uma antologia – Círculo de leitores ; 2014

[5] – Ruiz, Betina dos Santos - A retórica da mulher em polémicas de folhetos de cordel do século XVIII- Dissertação de mestrado – 2009 - Faculdade de Letras da Universidade do Porto

 

Outras sugestões

Programa áudio apresentado por Iolanda Ferreira, com o saudoso Rúben de Carvalho, dedicado à literatura e canção de cordel. Bastante didático, como era tónica dos programas do Rúben de Carvalho.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/literatura-e-cancao-de-cordel/

_o0o_

Filme dos arquivos da RTP em que os primeiros 20 minutos abordam este tema (a imagem foi extraída desse filme). São entrevistados um editor, uma senhora que fazia traduções, alguns vendedores.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/impacto-6/

1973_Cego_folheto_cordel_RTP_Memoria.jpg

_o0o_

Vídeo "Romances e vozes de cordel" - acessível no Youtube (a imagem foi extraída desse filme). São entrevistadas pessoas que têm contos / cantigas na memória e os declamam.

https://www.youtube.com/watch?v=wXn2d6h2Psw&ab_channel=memoriamedia

Vozes_de_cordel.jpg

 

 

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